O INVENTOR E O PEBOLIM

O INVENTOR E O PEBOLIM

O jovem espanhol Alejandro Campos Ramirez (1919-2007) – conhecido também sob o pseudônimo Alejandro Finisterre –  tinha 17 anos e sonhava em ser poeta, quando em novembro de 1936 uma bomba atingiu sua casa, em Madri. Ele ficou preso entre os escombros e deixou o hospital manco, sabendo que não poderia mais jogar futebol.

Ao seu redor percebeu várias crianças feridas e que, provavelmente, também não poderiam mais jogar. Foi aí que surgiu a inspiração para a invenção do pebolim.

Alejandro jogando pebolim

Segundo Alejandro, o raciocínio foi de que assim como existia o tênis de mesa, também poderia existir o futebol de mesa.

Ele pediu a um marceneiro que fizesse os jogadores de madeira, enquanto ele mesmo fez a caixa e a bola. A ideia era, através do jogo, neutralizar por um momento a desonra que a guerra trazia – e, para ele, foi como fazer um poema.

A invenção se espalhou pelo mundo todo, unindo os amantes do futebol, trazendo sorriso, diversão e, mesmo que por alguns instantes, superando a dor e o horror da guerra.

Alejandro se exilou no Equador, onde se tornou editor, jornalista e poeta. Seu grande poema foi mesmo a invenção do pebolim, futbolín (Espanha), metegol (Argentina), matraquilhos (Portugal) ou totó, e assim por diante.

Confira a restauração que fizemos em um Pebolim de 1970. Disponível em nosso Site.

Redação: Vitor Piava
Fotos: HypenessDesmobilia

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